quarta-feira, 22 de julho de 2020

Mentir é brincadeira?

A Bíblia diz que devemos produzir frutos dignos de arrependimento. João, o batista, afirmou esta verdade com muita contundência; ele gritou essa verdade: “Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento” (Mateus 3:8) . Entendo que a produção  desses frutos requer trabalhadores que falem a verdade. Pregadores que, com suas atitudes verdadeiras, alertem os pecadores sobre a necessidade de mudar de direção. Mudar não apenas de comportamento, mas abraçar novos valores. Valores estes firmados na convicção de que a verdade não precisa da mentira para existir.

Jesus, ensinando aos seus discípulos,  vai mais além e afirma que “Quando ele (o Espírito Santo) vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo” (João 16:8). Isso quer dizer que o convertido tem a ajuda necessária e suficiente para produzir o que é bom. O Espírito Santo convence o ser humano do pecado. Portanto,  quem é convertido é assim reconhecido  porque já foi convencido por Deus de que mentir é sempre pecado.

 Então, por que será que alguns crentes estão tentando convencer os seus irmãos a ter um comportamento amoroso, a viver a verdade, mentindo de brincadeira no Facebook? Essa pegadinha  é mais uma brincadeira repaginada do famoso trote que tantos malefícios podem trazer ao semelhante.

Estou pensando sobre isso porque, num dia desses, recentemente, enquanto navegava no aplicativo, acima citado, deparei-me com uma postagem cujo conteúdo consistia num comunicado e só parei para lê-lo porque era de alguém que gosto. Alguém em quem acredito. Julguei que leria algo importante. Parecia ser de fato importante, pois comunicava ou induzia o leitor a acreditar que alguém tinha morrido. Eu acreditei e já estava com os olhos marejados. Mas, ao final do texto, descobri que todo aquele teor, tão bem escrito, era só uma brincadeira cujo objetivo era chamar-nos a valorizar aquela pessoa enquanto ela está viva. - Ufa!!!! Que alívio!!! Florzinha estava viva, muito bem viva! – pensei.

- Mas... e eu? - Eu estava, como já escrevi, aliviada; entretanto, bem chateada.

Meu Jesus! Os sentimentos que aquele gênero textual produziu no meu ser, em nenhum momento, foi de diversão e a reflexão só veio depois que me acalmei. Mesmo depois, já consciente do seu objetivo, não consegui aceita-lo com desprendimento. Concluída a leitura, os sentimentos gerados no meu coração eram  bem distintos e antagônicos: alivio, alegria, ternura, tristeza, raiva, indignação... Pensei logo: Esse tipo de brincadeira não se faz!!! Deus não se agrada desses recursos para convencer o ser o humano a praticar o bem. Ele é  muito transparente nos seus atos e propósitos.

Decididamente, a mentira, não produz bons frutos. Levei um susto no início do texto, avancei na leitura com angustia, tristeza, dor... num momento de pandemia devido ao Covid-19. E no final descubro que tudo aquilo era uma mentira. Logicamente, estou feliz porque a pessoa em questão está viva. Graças a Deus!!!!

Contudo, se cabe a reflexão, proposta por essa brincadeira, de que devemos valorizar as pessoas enquanto elas estão vivas (e isto é uma verdade que não foi destruída pela brincadeira), cabe aqui também a outra reflexão, ensinada de Gênesis a Apocalipse, de que não devemos mentir.

Não vou posicionar-me como “santinha” e dizer que só falo a verdade, pois neste caso, estaria eu também mentido. Todavia, não quero que faça parte do meu comportamento brincar de mentirinha trazendo o susto e a angústia verdadeiros para o meu próximo.

Textos assim, mesmo por pouco tempo, podem expandir o mal. Imagine, se a minha leitura não tivesse sido finalizada? Que males poderiam ter sido originados ali?

Bem... a mentira teve pernas curtas naquele momento, mas a convicção de que a mentira é má é uma verdade que quero continuar a transmitir. Não é brincadeira! Mentira não faz parte do  fruto do Espírito Santo. O engano pode manifestar a insensatez e ambas são obras da carne.

Transmita verdades absolutas, motive os seus amigos a valorizar a vida sem recorrer a mentira. Seja verdadeiro até nas brincadeirinhas, pois como filhos de Deus temos a missão de conduzir as pessoas a Jesus que o Caminho, a Verdade e a Vida. Jesus é a perfeita revelação do Pai e Ele mesmo nos diz “Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz” (João 18:37).

Assim, como a Palavra nos ensina, pratiquemos a verdade até nas nossas brincadeirinhas. Que o testemunho da verdade, expresso por nós, alcance todos os nossos contatos.

Nanci F. Lopes

Recife, 24/05/20

 


Uma viagem especial

Texto Bíblico: Gênesis  12:5 (JFA) 

 

E tomou Abrão Sarai, sua mulher, e Ló, filho do seu irmão, e toda a sua fazenda que haviam adquirido, e as almas que lhe acresceram em Harã; e saíram, para irem à terra de Canaã; e vieram à terra de Canaã.

- O que levar numa viagem importante?

- O extremamente  necessário. Talvez tenha sido essa a sua resposta. Bem...

Abrão tem uma resposta a essa questão. Ele vivenciou essa situação e você sabe o que ele levou na sua viagem?

1. Sua esposa Sara - sua família

2. Seus bens - seus recursos

3. Seus empregados - seus cooperadores

4. Sua fé em Deus - sua confiança no Soberano

5. Seu sobrinho Ló - Seu parente querido, seu irmão, seu amigo (companhia não necessária naquele momento).

Ao iniciar sua viagem muito especial,  planejada e apresentada por Deus, Abrão levou consigo as pessoas e os recursos necessários.

Infelizmente, buscando ajudar ou quem sabe por extremo carinho ou ainda por já ser um senhor sem filhos, Abrão não atentou para a logística de Deus (inserida na sua ordem) e levou bagagem a mais e isto trouxe-lhe grandes dificuldades e tristezas na sua jornada.

Parece ser duro identificar Ló, o sobrinho querido, como "bagagem a mais", como "peso", mas tudo aquilo que não está dentro da ordem divina (pessoas, objetos ou sentimentos),  pode se tornar um peso em nosso viver, prejudicar nossas relações e impedir o nosso avanço na história que estamos construindo sob a orientação de Deus.

Na viagem de Abrão, Ló foi com ele e essa companhia trouxe-lhe problemas que poderiam ser evitados se ele tivesse obedecido totalmente a ordem divina.

É pertinente destacar que essa "pequena" desobediência de Abrão (levar Ló na viagem) prejudicou o trabalho dos seus empregados e,  consequentemente,  trouxe dificuldades para sua própria vida.

Ainda bem que "Deus não muda, mas muda situações". Foi assim que ocorreu: Deus mudou a situação. No calor da contenda entre os trabalhadores de Abrão e seu sobrinho, o patriarca apresentou uma solução: direita ou esquerda. Juntos não podiam continuar.

Ló, então, escolheu as campinas e o seu tio, servo do Senhor, ficou com a única opção que, do ponto de vista de Ló, não era tão boa. Mas, lembre-se: Deus muda situações, Ele tem o controle de tudo. Diante de si, Abrão tinha uma terra com muitos obstáculos, mas esta era a oportunidade de voltar ao projeto inicial, estabelecido pelo Soberano: alcançar e conhecer a terra que o Senhor lhe daria. E assim, dadas as coordenadas divinas, Abrão avançou rumo a conquista.

A vida cristã é uma jornada também, estamos de passagem nesta terra, e as bençãos mais importantes que devemos ter conosco são aquelas que o Senhor determina como parte da nossa missão. Portanto, durante a viagem comandada pelo Senhor, procure obedecê-lo. De que forma?

 

1.       Mantenha junto de você a sua família. Abrão não separava-se de Sarai. Mesmo quando envolveu-a numa mentira, pela misericórdia do Senhor, só saiu do Egito com sua esposa.
2.    Cuide dos seus bens. Não desperdice seus recursos. O que Deus tem te dado é investimento que deve ser usado durante e no final da viagem (lugar onde você irá crescer mais).
3.     Valorize os seus auxiliares,  os seus amigos. Eles são seus cooperadores. Respeite-os, defenda-os como fez o grande patriarca.
4.     Confie em Deus. Avance! Siga o roteiro mantendo sua relação com Deus. A fé em Deus o guardará do mal, o ajudará na tomada das grandes decisões.
5.   Tenha cuidado com suas amizades. Por último, mas não menos importante, ao iniciar a viagem leve somente o que é necessário. Deixe  na antiga terra o que não fará parte da sua nova vida; mesmo que seja algo muito bom, mesmo que seja uma pessoa que você ama. Quem não tem a sua visão, quem tem interesses diferentes do seu deve prosseguir buscando suas próprias conquistas. Considere  a bondade e a justiça de Deus. Ele sabe o que é melhor para sua vida, bem como, para vida dos outros que ficam para atrás. 

Reconheço, no entanto, que por vezes só percebemos alguns dos nossos erros quando já estamos na estrada.

Portanto, quando você estiver andando e perceber que há um peso te  atrapalhando, peça orientação a Deus e deixe-o num lugar adequado.

Observe, se o peso na caminhada for sentimentos negativos, lance-os aos pés do  Senhor, permita-se ser liberto por Deus.

Contudo, se o seu peso for aquela pessoa (que você ama e está  com você, mas te atrapalhando) dê-lhe opções de escolhas boas e justas, pois pessoas devem ser tratadas com dignidade mesmo em momentos de divergências grandiosas. Não perca-se nas acusações, foque na solução.

Quando a decisão for tomada, quando uma escolha for concretizada, então, prossiga sua viagem com fé em Deus, levando tudo o que Ele te deu, crendo que quem te guia sabe onde você vai chegar e prosperar.

Foi isso que Abrão fez, reconheceu seu erro em ter permitido que Ló o acompanhasse numa jornada, cuja a chamada era para ele. Mas note, na avaliação da situação derivada desse erro, Abrão dá oportunidade de escolha ao seu sobrinho. Nesse processo, deve ter sofrido, pois Ló era como um irmão para ele, mas havia a necessidade de separação  (falta de espaço para habitarem juntos) e a oportunidade de solução (uma planície como um paraíso e uma terra a ser conquistada diante deles).

Ló não precisava financeiramente do seu tio (tinha a herança de seu pai Harã e tinha suas próprias  conquistas), podia construir sua vida com independência, pois, mesmo sendo órfão,  não lhe faltou paternidade, irmandade e nem educação.

Quem tinha uma nação a construir  era Abrão. Quem tinha um chamado para ser uma benção (e aceitou) era Abrão. Quem tinha uma família para dar continuidade era Abrão. Finalmente,  quem tinha um acordo com Deus era Abrão. A missão de ser benção para o mundo era de Abrão. 

Então, aprendamos a lição, assim como fez Abrão,  prossigamos em nossa jornada terrestre e espiritual com nossa família, com nossos cooperadores (como observamos na vida dos apóstolos), com nossos recursos e, principalmente,  com nossa fé firmada no Senhor que, a seu tempo, cumprirá a sua promessa em nossas vidas. Lembre-se, contudo,  que você é uma benção durante toda a jornada. Lembre-se ainda, que é melhor ser benção na terra a ser conquistada do que perder tudo e fugir de um paraíso condenado.

Não pare por conta dos problemas; rompimentos são necessários para que você avance, para que você conquiste.

Por isso... 

Cuidado, muito cuidado com quem ou com o que você leva na sua viagem. 

Lembre-se: ser benção é a sua missão. 

 


sexta-feira, 29 de maio de 2020

Minha experiência como professora alfabetizadora


No início 1996 iniciei minha carreira de professora numa escola da rede privada, o Instituto de Preparação Educacional.

Minha primeira turma era formada por meninas e meninos encantadores. Todos os estudantes daquela 4ª série sabiam ler. Eram alegres, participativos, solidários e amáveis. Não tive problema nenhum com essa turma. É estranho revisitar essa página, pois com a experiência que tenho hoje, vejo que poderia ter feito mais. Por outro lado, o script daquela turma já estava feito e eu, no início da carreira, só tinha que seguir. Faltava-me, entre tantas coisas, consciência de ser.

Aquela escola era muito tradicional e funcionava de acordo com o pensamento educacional da sua gestora e dona. Lá, nunca soube o que era reunião pedagógica no seu sentido dialógico.  Naquela época eu era apenas uma transmissora de conteúdos. Naquele tempo, eu concebia a alfabetização apenas como ensinar a ler. Letramento era uma palavra que não havia no meu vocabulário. Questionar era uma palavra desconhecida na minha prática. Eu ainda, demoraria alguns anos para descobrir que educação não é passividade, mas um ato de liberdade consciente. Passei 5 anos nessa escola e apesar das contradições reinantes, tenho também boas memórias de momentos vivenciados ali. Aprendi, descobri e construí memórias e amizades que guardo no meu coração.

Mas foi numa outra escola privada que dei os meus primeiros passos na alfabetização. Cometi vários erros, contudo, foi no Instituto Novas Ideias que tive o incentivo, o crédito e a ajuda de uma professora alfabetizadora extraordinária: dona Lidinei Araújo. Essa educadora, gestora e proprietária da escola, serva de Deus,  apostou em mim, deu-me os recursos e as orientações necessárias. Assim, fui conquistada pelo processo de alfabetização. Tenho guardadas no meu coração lembranças muito boas vividas naquele espaço.

Após quase 5 anos, precisamente em 2004, fui convocada pra trabalhar na rede pública. Em 2005, já estava trabalhando apenas na rede municipal da Prefeitura da Cidade do Recife. Entretanto, levou mais de 5 anos para que eu voltasse às series iniciais, ao Ciclo de Alfabetização.

Ao surgir a oportunidade de voltar ao 1º ano, não hesitei. Lembro que por volta de 2009/2010 eu já participava do Projeto Professor Alfabetizador. Amei esse projeto porque, através dele e das formações proporcionadas, tive oportunidade de trabalhar com crianças com dificuldades de aprendizagem de outras escolas. Não era fácil atender duas escolas e participar das formações toda sexta-feira, mas era prazeroso ver a esperança de aprender a ler nos olhos de uma criança se tornar real.

Muitas experiências obtive e desde  2015 venho lecionando apenas no ciclo de alfabetização das séries iniciais, as vezes no primeiro ano, outras vezes no segundo.

Nessa jornada há momentos angustiantes, onde a gente planeja, pesquisa, faz... e parece que nada acontece. Contudo, há momentos mágicos como aquele em que você descobre que uma criança superou as dificuldades detectadas e apropriou-se do Sistema de Escrita Alfabética. Vale apena ver uma criança, com deficiências físicas ou mesmo intelectuais, lendo. Vale muito apena ver um estudante descobrindo a função da escrita  e escrevendo um bilhete, uma carta, um cartão para seus pares e para professora também. Há alegria e esperança em registrar pequenas/grandes vitórias daqueles estudantes que apresentam algum tipo de dificuldade de aprendizagem ou outras limitações.

Durante esse processo de aquisição da leitura e da escrita descobri que, mais uma vez, o Professor Paulo Freire tinha razão, pois “Educar exige disponibilidade para o diálogo.” Aprendi que se meu aluno escreve ou recebe uma carta “desaforada” de um colega, eu não devo me escandalizar. Nada de castigar. O momento exige diálogo, reflexão e ações conscientes (chamada com amor) que contribuam para o crescimento dos educandos. É muito significativo ver uma criança lendo o que escreveu ou recebeu e, nessa ação, descobrindo os erros de escrita, questionando a letra usada ou mesmo a letra ausente. Compreendendo o sentido das palavras. 

Trabalhando com esses pequenos, aprendi que este é um momento de aprendizado mútuo. Nas minhas reflexões, descobri que, no processo de alfabetização, nem sempre terei êxito com determinada criança. Por diversos fatores, algumas delas demoram a ler e, consequentemente, a escrever. Mas, enquanto professora, busco alternativas que possam ajudá-la . Por exemplo, já observei que determinada história, numa roda de leitura, abre um horizonte de possibilidades que ajudam as crianças e assim o trabalho tem continuidade.

Nesses anos, como professora alfabetizadora, tenho descoberto que os desafios existem e são muitos (crianças sem limites, famílias ausentes, doenças, deficiências, falta de coordenador na escola, pais incompreensivos, professores sobrecarregados e desmotivados...), mas é nosso papel continuar dialogando, buscando, acreditando... Planejar as ações e sempre questionar o próprio planejamento é fundamental. Acreditar e não ter vergonha de recomeçar, compartilhar vitórias e conversar sobre os fracassos, tem me feito continuar na árdua e gratificante tarefa de alfabetizar letrando, de alfabetizar sonhando, de alfabetizar lutando e amando.


domingo, 24 de maio de 2020

Vida Cristã Normal



O que é vida cristã? O que é vida cristã normal? Por que acrescentamos o adjetivo normal quando o primeiro deveria ser suficiente? Talvez, porque ainda não descobrimos o real sentindo da segunda palavra. Parece-nos que a palavra cristã, em alguns momentos e/ou locais já não transmite as verdades e valores tão intrínsecos à vida cristã pregada por Jesus Cristo.
"Vida cristã" tem sido um tema polarizado para os cristãos na atualidade. Ou você, pra ser reconhecido como cristão, apresenta uma falsa santidade, ou você é taxado de rebelde se vive uma vida comum.
Entenda bem, minha gente, quando falo em viver uma vida comum não estou querendo defender uma vida longe dos princípios de Cristo ou mesmo selecionar alguns princípios que acho válido para os dias atuais. Muito pelo contrário, para mim, vida cristã comum é aquela que é vivida diariamente comprometida com Cristo e seus ensinamentos sem abrir mão de minha cidadania terrestre. Numa expressão bem coloquial  "uma coisa tem haver com a outra sim". Vida cristã e vida comum não são vivenciadas em linhas paralelas. A minha vida comum está na vitrine anunciando o Cristo que escolhi voluntariamente seguir. Não segui-lo é uma opção minha, mas se resolvo ser um cristão, uma cristã, então, é exigido de mim obedecê-lo até o fim.
E pensando ainda em cidadania terrestre, descubro-me refletindo sobre a outra cidadania: a cidadania celeste: somos cidadãos e cidadãs do céu. A vida cristã deve proclamar os princípios divinos. Estes são inegociáveis. Os princípios estabelecidos no trono de Deus são imutáveis, não precisam de atualizações, não devem ser repaginados. Os valores do cristão estão firmados nos princípios de  Cristo, o Verbo que é Deus. O que é certo continua sendo certo desde o princípio, assim como o erro, suscetível ao perdão quando confessado, nunca se tornará o certo. Resumindo, os princípios cristãos  não estão desvinculados das minhas ações diárias aqui na terra.
Por exemplo, a Bíblia, o manual de conduta do cristão, afirma que devo praticar o bem. Então, quando na minha lida diária, enquanto professora, não elogio aquele aluno que, com muito esforço, conseguiu concluir uma tarefa, na  minha vida cristã e normal, estou cometendo um erro. Quando clamo ao Pai do céu para ajudar-me a ser uma cristã verdadeira e aqui na terra não dou ouvido a necessidade do outro e quando não cumpro meus deveres e nem exijo com sabedoria os meus direitos estou pecando. A vida cristã normal deve apresentar o caráter de Cristo nas práticas diárias dentro da comunidade em que se vive (fora dela também).
Assim, se você é um professor ou uma professora, busque a excelência na sua prática,  não para ganhar troféus (embora sejam bons), mas porque é certo exercer o magistério com respeito a si mesmo, aos estudantes e, principalmente, a Deus. Se você  trabalha com finanças, faça os cálculos corretamente. Não roube! Ao fazer um empréstimo, pague. É muito triste um cristão desonesto. Se você é uma dona de casa, com família ou não, seja organizada, pois a Palavra de Deus nos alerta a remir o tempo.
Vida cristã não é fácil, mas é possível. Aguentemos firme as agruras da vida. Não abramos mão do futuro que Cristo nos prometeu por vãs filosofias. 
Seguir a Jesus é ser feliz em obedecê-lo. Felicidade na vida cristã é fruto de obediência ao Mestre dos mestres.
Vamos seguir a Jesus Cristo em todas as áreas de nossa vida. Quem sabe amanhã não precisaremos acrescentar a palavra normal ou extraordinária à expressão "vida cristã", pois esta será testemunho inerente de pessoas que são fiéis ao nosso Senhor e Salvador.
Nanci F. Lopes
Recife, 30/04/2020